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O comportamento dos incompetentes

Depois da foto deste artigo, imagino que muitos se perguntarão o que têm estes dois treinadores em comum. Aparentemente pouco, mas para o assunto que vos quero trazer aqui hoje, têm alguns comportamentos e situações semelhantes. E antes de entrar propriamente no tema do artigo quero falar-vos o seguinte.

Quem segue o que escrevo, sabe muito bem que não sou um grande fã do José. Se já fui? Sim, admito que na altura em que estava no meu FC Porto era fã incondicional, e falo nisto porque sei que nestas alturas existem sempre aqueles que gostam de nos apontar esse dedo, e antes que digam que só vejo azul, deixem-me fundamentar a minha opinião dizendo que não gostava do José apenas por estar no meu clube, eu gostava do José porque ele transformou uma equipa que ninguém dava nada por ela, uma equipa “pobre” numa super equipa reconhecida pelo mundo todo, e por esse facto é que ganhou a minha admiração. Não apenas por ser treinador do meu clube do coração, mas porque fez uma omeleta com algo que na altura não eram bem ovos.

Mas não deixa de ser engraçado que quem normalmente critica os críticos actuais do Mourinho, pertence aos 8 milhões que o detestavam, na ÚNICA altura em que foi um excelente treinador de futebol – que rica hipocrisia e que bela moral para poderem criticar os outros neste momento – mas bastou ter saído do FC Porto para lhe lamberem as botas, como se Deus se tratasse!! Pior do que isso, numa altura em que não fez mais do que tinha feito no FC Porto, muito pelo contrário, ganhou o mesmo com circunstâncias muito diferentes e muito facilitadas. Por isso aqueles que não vestem de azul, antes que critiquem este artigo por esta minha posição, espero que se lembrem desse pequeno “pormaior”.

Mas não deixa de ser engraçado que quem normalmente critica os críticos actuais do Mourinho, pertence aos 8 milhões que o detestavam, na ÚNICA altura em que foi um excelente treinador de futebol – que rica hipocrisia e que bela moral para poderem criticar os outros neste momento – mas bastou ter saído do FC Porto para lhe lamberem as botas, como se Deus se tratasse!! Pior do que isso, numa altura em que não fez mais do que tinha feito no FC Porto, muito pelo contrário, ganhou o mesmo com circunstâncias muito diferentes e muito facilitadas. Por isso aqueles que não vestem de azul, antes que critiquem este artigo por esta minha posição, espero que se lembrem desse pequeno “pormaior”.

Os tais “mind games” externos (que todos conhecemos) e que muitas das vezes fazem com que o protagonismo que os outros colegas de profissão têm que ganhar com trabalho dentro do campo, ele ganhe dessa forma, que depois para o interior do grupo funcionam em paralelo com os mind games internos (que poucos conhecem) mas que estão alicerçados em 3 princípio básicos: Responsabilizar os jogadores com o que ele diz para o exterior, onde consegue espicaçar de tal forma os adversários que os leva a terem declarações que servem para o segundo alicerce que funciona dentro do balneário. União, fazer com que a equipa consiga cerrar os dentes e se unir em prol de uma ideia contra aqueles fariseus que ousem criticar o seu grupo e pior que o criticar, colocar em questão o seu líder e a sua qualidade, o mesmo que sempre os defende. E por ultimo o terceiro alicerce, o Companheirismo, a presença nos momentos difíceis, o elo que liga e isola todos os outros que vos falei anteriormente. Ele sabe como ninguém e tem plena consciência de algo muito importante, está a lidar com putos, com miúdos que por força da sua profissão – a maior parte deles trocaram as famílias pelo futebol muito cedo – tem uma grande necessidade de atenção, carinho e proteccionismo, e como homem inteligente dá-lhes o que eles mesmo sem saber necessitam (Ponto)!

A partir daqui entram treinadores como o Pedro Martins que acha estas conferencias e todo o barulho que se faz à volta do José muito bonito, vê o protagonismo que elas conferem – por vezes com reflexo dentro do campo – mas esquecesse que não tem o know-how necessário para colocar em prática todos aqueles alicerces que fazem toda a diferença quando o objectivo é, mexermos de forma vantajosa para a nossa equipa na cabeça dos jogadores da equipa adversaria, os famosos mind games! Enfim, um treinador que só faz figuras tristes quando pensa que bastam algumas vitórias, fazer meia dúzia de jogos interessantes para se poder chegar à conferencia de imprensa antes de um jogo no Dragão, para defrontar uma equipa que não perde há mais de 50 jogos, e dizer-se que vamos lá para ganhar, que somos a melhor equipa a jogar futebol em Portugal, bla bla bla… Entendo que não podia dizer que ia perder, mas existem outras formas de se falar de se exprimir, e principalmente de motivar os seus jogadores, acredito que com palavras (mind games) deste tipo, colocou pressão a mais em jogadores que não estão habituados a essa realidade, deveria saber que existem mind games para equipas pequenas e para equipas grandes, mas isso lá está, requer perspicácia e inteligência.

Eu não lhe chamaria ridículo, entendo que a maquina que foi criada à volta do José e de todo aquele show off faz com que treinadores menos perspicazes não entendam todos os parâmetros necessários para que frases como essas resultem em equipas lideradas pelo José, e como é lógico, não resultem em equipas lideradas por treinadores como o Martins, ou mesmo como o Porto do Vítor Pereira de inicio do campeonato, que também ele andou feito palhaço com declarações totalmente desprovidas de inteligência e sensibilidade e que resultaram no que todos nós assistimos. Neste caso, facilmente constatamos que desde que o discurso ficou menos arrogante, menos “oba oba” e mais real, os resultados e as exibições começaram aparecer.

O que adiantam esse tipo de afirmações e discursos como o do Martins, para depois chegar ao Dragão e passar a primeira parte inteira – 11 contra 11 – sem se fazer um remate à baliza do adversário, ou pior, sair 3 ou 4 vezes do seu meio campo? Não adianta nada! Apenas vincam ainda mais a falta de know-how que têm, quer táctico quer psicológico e passam por uma situação ridícula, como foi o caso de ter que justificar isso no final da partida. Mas pior que isso é ver “comentadores” acharem muita graça às explicações do técnico do marítimo e a valorizarem as mesmas, depois de ter perdido no dragão por 2-0 dizendo que parecia um técnico de um grande a justificar-se perante algo que deveria ser óbvio (a derrota). É triste vermos que a nossa televisão está tão fraquinha a esse nível, qualquer borra-botas consegue ter tempo de antena suficiente para dizer tantas e tantas asneiras, será que não repararam que o que o Martins estava a fazer era a justificar a sua estupidez em ter sido tão audaz querendo fazer do pobre e medíocre Marítimo algo que nunca conseguirá ser. Ele não estava, como esses “comentadores” quiseram fazer crer, a justificar a derrota, estava a justificar a sua própria infantilidade e o seu próprio erro!

E isso leva-me para outros dos pontos que quero abordar com vocês hoje, eu sei que o jogo entre o Real e o Barcelona já passou, mas não posso deixar de o encaixar neste tema. E já que há pouco falei do que admiro no José, julgo ter o direito de falar o que penso do outro lado do treinador, aquele que deveria ser o lado mais analisado e aplaudido/criticado. Esse mesmo, o lado do treinador propriamente dito.

E para inicio de conversa alguém me consegue dizer – esquecendo que estamos a falar do José Português – o que diríamos de um treinador que em onze jogos contra um mesmo adversário, só consegue ganhar dois? Será que se o nosso Porto em 11 só ganhasse 2 ao Benfica aplaudíamos o treinador? Dizíamos que era o melhor do mundo…? Pois é… Isto demonstra três coisas! A primeira é que a maioria de nós são uma cambada de hipócritas, segunda que o José tem uma máquina à volta dele muito competente, tão competente que consegue ocultar a sua própria incompetência, porque os números demonstram bem a sua falta de competência! Para não falar do valor em euros que custou cada equipa, como podem ver na foto seguinte, onde nem está um jogador chamado KaKa que custou 65 Milhoes de euros, enfim um sem número de factores que colocam o José numa posição muito ridícula e muito pouco capaz! Pena que ninguém fale nestes factos!

Já sei que vão falar que o Barcelona é uma equipa que joga junta há muito tempo, bla bla bla. Pois bem, antes que digam isso, quero lembrar-vos que o grande senhor Pep Guardiola no inicio da sua carreira como treinador no Barcelona, os resultados e o futebol da equipa era tão mau que se perdesse em Alvalade era despedido, lembram-se disso? Pois bem, isso prova que não herdou uma equipa maravilha – como muitos gostam de fazer passar – e que o trabalho que tem vindo a ser feito é um trabalho serio e competente. O Barcelona e o seu treinador não podem ser culpados por mercenários como o José não consiguam ficar muito tempo no mesmo clube. Engraçado constatarmos como até o facto de ser mercenário é transformado em algo para o valorizar, e para desvalorizar o adversário, do tipo, o Pep ganha porque joga com a mesma equipa estes anos todos… Porque é que o Mourinho não ficou mais tempo por exemplo no Chelsea? Um clube que lhe dava todas as condições? Se era pelo desafio, por outras ambições? Tudo bem esta no seu direito, agora não podemos quando interessa valorizarmos esse facto, e depois quando não interessa desvalorizarmos.

Imaginem se quem treinasse o Real não fosse o José Mourinho e fosse o José da esquina. Um treinador com a equipa mais Cara de Sempre do mundo (engraçado ninguém falar nisto, porque será?) e que não ganha nada! Oops desculpem-me, ganhou uma Taça do Reiiiiii e festejou como de uma Champions League se tratasse, num ano que iniciou cheio de promessas e que acabou desta forma, ao estilo dos pacóvios aqui da terrinha que quando ganham uma Taça da Liga fazem parar o país. Até nisso este José do Real se está a transformar num José incompetente e ridículo.

Ainda sobre a foto acima (do valor das duas equipas), daria um artigo fascinante analisarmos como é que a melhor equipa da história do futebol moderno (Barcelona) consegue ser o que é com mais de metade do plantel a custo zero (da cantera) e uma equipa como o Real, ao estilo José Mourinho, cheia de arrogância e de prepotência ter apenas um jogador da sua cantera. No mínimo, exemplificativo da competência de clubes e treinadores! Basta analisarmos também valor de custo e o valor actual de cada jogador…

Como já deu para perceber a razão de eu colocar estes dois treinadores na capa deste artigo e falar neste tema, foi o  ultimo jogo entre o Porto e o Marítimo, que me fez  lembrar um outro ainda mais triste, mais feio, que me atrevo a dizer que se todos fossem assim o futebol em breve desapareceria… Refiro-me ao jogo entre o Barcelona e o Inter de Milão da meia-final da Champions, onde no Inter treinado pelo José (se ideias), vimos jogadores com a qualidade por exemplo de Sneijder e Eto’o entrarem em campo para jogarem como defesas, tal como aconteceu com todos os avançados do Marítimo, Sami, Heldon e o melhor marcador da Liga Baba.Que adianta dizerem que são bons, que são os melhores do mundo, ou que têm a melhor equipa a jogar futebol em Portugal, se depois não têm a sabedoria necessária para criarem tácticas que permitam que os seus jogadores desenvolvam o futebol que sabem praticar ganhando os jogos e jogando FUTEBOL? Esquemas (que não tácticas) de destruição é muito fácil de construir, mas a Magia a Sabedoria e a Paixão que fizeram do futebol o desporto Rei, está em jogar-se o jogo pelo jogo, em praticarmos um futebol atractivo (mesmo que por vezes sofrendo e defendendo) e em saber mexer as peças certas para obter os resultados pretendidos, tal como em qualquer jogo de estratégia.

Todos que me conhecem sabem que eu não sou um grande fã de Vítor Pereira como gestor de homens, como voz do plantel Portista ou como analisador de jogo, mesmo que lhe reconheça algumas atenuantes… Como por exemplo, o facto de ter sido vítima de alguns erros cometidos pelos seus dirigentes, o mais gritante deles pelo presidente Pinto da Costa que deveria saber que depois de VP ter passado um ano a ser o “porreiraço” da equipa técnica, o gajo que era adjunto, o tapa buracos, atribuir-lhe o cargo de treinador principal tinha os seus riscos, no campo e no respeito que o grupo tem que lhe ter!

Mas, tirando isso, eu sou um fã incondicional das ideias de treino do VP e julgo-o mesmo um treinador (aquele que treina) acima da media, num mundo iludido com os mind games e todo  lixo que reveste o futebol, penso que um treinador deveria ser analisado também na vertente do treino e da táctica, e por falar nisso podemos viajar para o jogo da Super Taça Europeia, um jogo em que o Barcelona ganhou, mas não nos humilhou, nem dominou o jogo todo com tem feito jogo após jogo frente a um Real cheio de “estrelas”, e isso também deveria dizer muito sobre os treinadores em questão!!!! Existem aqueles como o José que falam, falam, para desviar as atenções do que mais importa e que em tantos e tantos jogos contra o Barcelona sempre ao serviço de grandes, poderosas e caras equipas, apenas por uma vez conseguiu jogar o jogo pelo jogo como o “pobre” Porto de Vítor Pereira conseguiu! Por uma coisa simples, é que antes dos “mind games” na indústria do futebol dava-se valor ao saber sobre futebol, a conseguir analisar o adversário e saber escolher a táctica ideal! Que adianta sabermos analisar tudo se depois não temos competência técnica para criarmos uma táctica que possa resultar?

Mas o tempo vai abrindo algumas brechas num edifício que parecia perfeito, até que fosse realmente posto à prova, tal como o José admitiu e muito bem, o Real Madrid seria o verdadeiro teste na sua carreira. Também já escrevi que tirando o Porto (pelos motivos mencionados no inicio) treinar um Chelsea de cheque em branco e um Inter tri-campeão num campeonato moribundo e onde só saiu rei porque conseguiu realizar o mais feio, miserável e sortudo jogo da historia do futebol – contra o Barcelona – que lhe permitiu ganhar a champions, é bem diferente de treinar um Real Madrid! Ele sabia disso, admitiu-o (pensando que seria mais um desafio ultrapassado) e agora podemos constatar que só com “mind games” e frases ao estilo do mais reles da terrinha – Jorge Jesus – consegue entreter a plateia:

Isto é mesmo ridículo e nem parece o todo poderoso e inteligente José Mourinho a dizê-lo. O FC Porto na liga da Tailândia também facilmente ganharia tudo. O ponto é, será que esse senhor até a inteligência anda a perder? Será que este Real noutra liga qualquer teria a necessidade de investir tanto como tem investido? Claro que não, por isso esta questão nem se deveria de colocar. Sem falar que seguindo ele todas as ligas e sabendo ele tudo sobre futebol, não sabia do poderio da equipa do Barcelona e do campeonato espanhol? Claro que sabia, por isso deveria falar menos e trabalhar! Ou será que está admitir o que venho constantemente a escrever nos últimos meses? Que só consegue ganhar quando as condições lhe são muito favoráveis? Ele não sabia que em Nou Camp mora um treinador que além de ser um grande estratega é um Homem com um carácter forte, uma educação refinada e uma inteligência acima da média? Então que tipo de declarações são essas? Ainda para mais uma semana depois de ter dito no seu tom sempre arrogante, que o Real ia à frente e que não trocava a sua posição por mais nenhuma.

Moral da história, o José o que tem conseguido é uma cambada de seguidores que pensam que para serem treinadores basta dizerem coisas engraçadas e polémicas nas conferencias de imprensa e que já está… Os golos acontecem e as vitorias/gloria aparecem naturalmente. Julgo que mais prudência e discernimento mental são necessários ao futebol. Que adianta dizermos e armarmo-nos em grandes estrategas com discursos cheios de confiança se depois caímos constantemente no ridículo de sermos humilhados dentro de campo por falta de competência?

Pedro Martins como tantos outros treinadores tem de saber que para defrontar Porto, Benfica e Sporting (nível interno) não bastam palavras bonitas, é preciso chegar à hora do jogo e praticar um futebol condizente com o que se diz. Por ter ganho uma vez ao Benfica já se julgava o José cá do sitio… E saiu mais uma vez humilhado! Para a historia fica o maior massacre desta liga portuguesa de futebol (2011/2012) com 33 remates contra 3 do Marítimo, 67% de pose de bola contra 33% e quatro vezes mais ataques que o podre e triste Marítimo.

Sr. Pedro quem anda mais por dentro do futebol sabe que tipo de clube ou melhor, que tipo de regime se vive no Marítimo, mas a hombridade e o carácter de um homem vê-se quando sabe dizer que não, a certas pressões exercidas do exterior ou mesmo do interior que vão contra as suas próprias convicções e valores…!

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